Referência · 64 sinais

Símbolos de notação para violino

Um dicionário visual de 64 sinais que vais encontrar numa partitura de violino: da pauta e da clave às arcadas, pausas e repetições.

Explora os 64 sinais abaixo, filtra por grupo ou pesquisa por nome.

Pauta e claves

14 sinais

Pauta

Cinco linhas e quatro espaços: quanto mais alto, mais agudo.

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A pauta parece cinco fileiras de degraus. As linhas são os degraus e os vãos entre elas chamam-se espaços. Uma nota num degrau mais alto soa mais aguda; mais abaixo, mais grave. O primeiro passo para ler música é memorizar onde ficam esses degraus.

Linha suplementar

Linhas curtas acrescentadas quando as cinco principais não bastam. O dó central fica na primeira linha suplementar abaixo.

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Quando uma nota fica alta ou baixa demais para as cinco linhas, acrescenta-se um pequeno trampolim: a linha suplementar. É um traço horizontal curto que atravessa a nota. O dó central (C4) fica na primeira linha suplementar abaixo da pauta em clave de sol.

Barra de compasso

Linhas verticais que dividem a música em compassos.

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A barra de compasso é uma linha vertical que corta a música em compassos, como se partisse um bolo. O espaço entre duas barras é um compasso, uma respiração da música. Conta-se sempre de novo a partir do início de cada compasso.

Barra final

Uma linha fina e uma grossa: a peça terminou.

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A barra final junta uma linha fina e uma grossa no fim da música. Vê-la significa que a peça acabou: segure a última nota e encerre com calma.

Clave de sol

A clave mais comum: a linha que ela envolve é sol.

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A clave de sol, também chamada clave de G, tem a forma de um caracol enrolado. A espiral começa na segunda linha e a envolve: essa linha é sol. É usada pelo violino, pela flauta, pelo canto e pela mão direita do piano. Regra mnemónica: o caracol envolve o sol.

Clave de dó

Usada pela viola: a linha que ela centra é dó.

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A clave de dó na terceira linha, ou clave de contralto, parece dois ângulos que seguram uma linha. A linha central, a terceira, é dó. A viola usa esta clave; às vezes aparece em partituras de piano e basta reconhecê-la.

Clave de fá

Usada pela mão esquerda do piano: os dois pontos envolvem a quarta linha, que é fá.

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A clave de fá, ou clave de F, parece uma orelha com dois pontos. A curva nasce na quarta linha e os dois pontos a envolvem: essa linha é fá grave. É usada pela mão esquerda do piano e pelo violoncelo. Regra mnemónica: a orelha envolve o fá grave.

Sustenido

Sobe uma nota meio tom.

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O sustenido (♯) parece uma pequena escada. Colocado antes de uma nota, sobe-a meio tom, exatamente até à tecla seguinte do piano. Dentro de um compasso, se uma nota foi sustenida uma vez, as seguintes da mesma altura também ficam. Regra mnemónica: escada pequena, sobe-se.

Bemol

Desce a nota meio tom.

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O bemol (♭) parece um b minúsculo. Antes de uma nota, desce-a meio tom. É o contrário do sustenido: ♯ sobe, ♭ desce. Dica: o b lembra um escorrega a descer.

Bequadro

Anula os sustenidos ou bemóis anteriores.

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O bequadro (♮) funciona como um botão de reinício. Se uma nota foi subida ou descida antes no mesmo compasso, o bequadro devolve-a à altura original. Desenha-se como duas escadinhas sobrepostas.

A B C D E F G

Nomes das notas

As letras das notas: C D E F G A B.

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Cada nota tem um nome de letra: C, D, E, F, G, A, B, que se repetem em ciclo. Usam-se esses nomes para a teoria e para afinar. Ao cantar usam-se as sílabas (dó ré mi), que indicam as mesmas alturas. Em português diz-se dó, ré, mi, fá, sol, lá, si.

do re mi fa sol la ti

Solfejo

Sílabas para cantar as notas: dó ré mi fá sol lá si.

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As sílabas dó ré mi são os nomes cantados das notas. No solfejo de altura fixa, C é dó, D é ré e E é mi. A sétima canta-se «si» em português e em boa parte da Europa, e «ti» na tradição anglo-saxónica. Servem para a leitura cantada e para o treino de ouvido.

Duplo sustenido

Sobe a nota um tom inteiro.

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O duplo sustenido (×) sobe uma nota dois semitons, ou seja, um tom. É menos frequente que o sustenido simples. Vê-lo significa que a nota sobe bastante.

Duplo bemol

Desce a nota um tom inteiro.

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O duplo bemol (♭♭) escreve-se com dois bemóis lado a lado. Desce uma nota dois semitons, isto é, um tom. Onde um bemol desce meio tom, o duplo bemol desce um tom completo.

Ritmo e pausas

20 sinais

Semibreve

Dura 4 tempos em 4/4. Conta um, dois, três, quatro.

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A semibreve é um círculo vazado sem haste. Segura-se o som durante 4 tempos completos, contando: um, dois, três, quatro. É o valor mais longo e estável, avança devagar como uma tartaruga.

Mínima

Dura 2 tempos em 4/4. Conta um, dois.

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A mínima é um círculo vazado com haste. Segura-se o som 2 tempos, contando: um, dois. Duas mínimas valem uma semibreve. Quando vires «círculo vazado com haste», conta até dois.

Semínima

Dura 1 tempo em 4/4. Conta um.

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A semínima tem a cabeça preenchida e uma haste. Segura-se 1 tempo: «tam». É a nota mais comum da música, constante como um passo depois do outro.

Colcheia

Dura meio tempo em 4/4; duas colcheias fazem um tempo.

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A colcheia tem um colchete na haste e dura apenas meio tempo. Duas colcheias cabem num tempo: «ta-ta» ocupa exatamente um tempo, o dobro da velocidade de uma semínima. Costumam andar ligadas por uma travessa.

Semicolcheia

Dura um quarto de tempo; quatro semicolcheias fazem um tempo.

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A semicolcheia tem dois colchetes e dura 1/4 de tempo. Quatro cabem num tempo: «ti-ti-ti-ti» ocupa exatamente um tempo, como passinhos rápidos. Conte os colchetes para reconhecê-la.

Ponto de aumento

Acrescenta metade do valor da nota. Uma mínima pontuada dura 3 tempos em 4/4.

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O ponto é um pequeno círculo à direita da nota. Acrescenta metade do valor original. Uma nota de 1 tempo pontuada vale 1,5 tempo. Lembre-se: o ponto fica à direita, nunca acima.

Pausa

Silêncio durante todo o compasso (4 tempos em 4/4).

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A pausa parece um chapéu pendurado na quarta linha. Significa silêncio durante todo o compasso, 4 tempos. Exercício: marque o pulso, cante «dó», fique em silêncio 4 tempos e cante «ré».

Meia-pausa

Silêncio de 2 tempos em 4/4.

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A meia-pausa parece um bloco apoiado na terceira linha, em silêncio 2 tempos. É parecida com a pausa: a pausa pende, a meia-pausa assenta. Exercício: marque o pulso, cante «dó», fique em silêncio 2 tempos e cante «ré».

Pausa de semínima

Silêncio de 1 tempo em 4/4.

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A pausa de semínima parece um pequeno relâmpago, em silêncio 1 tempo. Passa facilmente despercebida, mas o silêncio também é música. Continue contando na cabeça para não acelerar. Exercício: marque o pulso, cante «dó», fique em silêncio 1 tempo e cante «ré».

Pausa de colcheia

Silêncio de meio tempo em 4/4.

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A pausa de colcheia parece um «7» com colchete, em silêncio meio tempo. É da mesma família da colcheia: uma soa, a outra cala. Exercício: marque o pulso, cante «dó», fique em silêncio meio tempo e cante «ré».

Pausa de semicolcheia

Silêncio de um quarto de tempo.

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A pausa de semicolcheia tem dois colchetes e indica um silêncio curto de 1/4 de tempo. É a mais curta das pausas comuns. Mais colchetes significam silêncio mais breve. Exercício: toque «dó», cale 1/4 de tempo e toque «ré».

Fórmula de compasso 4/4

Compasso 4/4: 4 tempos por compasso, a semínima vale um tempo.

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A fórmula de compasso aparece como uma fração no início da obra. O 4 de cima indica 4 tempos por compasso; o de baixo indica que a semínima vale um tempo. Conta-se: 1 2 3 4. É o compasso mais comum, às vezes escrito com a letra C. No exemplo acima há exatamente 4 tempos entre duas barras. Marque o pulso e conte enquanto ouve.

Fórmula de compasso 3/4

Compasso 3/4: 3 tempos por compasso, típico da valsa.

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O 3 de cima indica 3 tempos por compasso: 1 2 3, 1 2 3. O ritmo de valsa «pam-pa-pa» usa este compasso e dá vontade de rodopiar. Ouça o exemplo e confirme que cada compasso tem exatamente 3 tempos.

Fórmula de compasso 6/8

Compasso 6/8: 6 tempos por compasso, comum em canções de ninar.

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São 6 tempos por compasso, sentidos em dois pulsos grandes: 1 2 3 | 4 5 6. Evoca um berço a embalar ou um barco a balançar. Muitas canções de ninar e barcarolas estão em 6/8. Ouça o exemplo e sinta o balanço.

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Mínima pontuada

Mínima pontuada: 3 tempos em 4/4 (2 + 1).

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Uma mínima (2 tempos) mais um ponto (metade do valor, 1 tempo) soma 3 tempos. Visualmente: círculo vazado com haste e um ponto à direita. Segure o som 3 tempos (ta-ta-ta). Em 3/4 preenche o compasso inteiro.

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Semínima pontuada

Semínima pontuada: 1,5 tempo em 4/4.

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Uma semínima (1 tempo) mais um ponto (metade do valor) soma 1,5 tempo. Costuma ser seguida de uma colcheia para completar 2 tempos. É o «ritmo pontuado»: ta-a-ta, com efeito saltitante.

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Colcheia pontuada

Colcheia pontuada: três quartos de tempo.

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Uma colcheia (meio tempo) mais um ponto que acrescenta metade do valor (1/4 de tempo) soma 3/4 de tempo. Normalmente vem seguida de uma semicolcheia que completa o tempo. Soa como um cavalo a galope: ta-ta, ta-ta.

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Ponto duplo

Nota com ponto duplo: 1,75 tempo (1 + 0,5 + 0,25).

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A nota com ponto duplo leva dois pontos. O primeiro acrescenta metade do valor, o segundo metade desse acréscimo. Para uma nota de 1 tempo: 1 + 0,5 + 0,25 = 1,75 tempo. É rara, mas muito característica.

Tercina

Dividir três notas por igual no tempo de duas.

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Aparece um pequeno «3» sobre a travessa que liga três notas. Significa repartir por igual entre três notas o tempo previsto para duas. Regra mnemónica: três pessoas a dividir dois bolos.

Sextina

Seis notas comprimidas no tempo de quatro.

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A sextina leva um 6 pequeno acima ou abaixo da travessa. Reparte por igual entre seis notas o tempo previsto para quatro. Como um colar de contas a rolar depressa e de forma regular.

Articulação e arcadas

11 sinais

Ligadura de expressão

As notas sob uma curva (de alturas diferentes) tocam-se ligadas, sem interrupção.

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A ligadura de expressão é uma curva sobre notas de alturas diferentes. Tocam-se redondas e ligadas, como uma frase dita de um só fôlego. Não confundir com a ligadura de prolongação.

Ligadura de prolongação

Une duas notas da mesma altura para formar uma só, mais longa.

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A ligadura de prolongação liga duas notas exatamente da mesma altura. Toca-se apenas a primeira, mas sustenta-se durante a duração somada das duas. Regra mnemónica: gémeos ligados por um traço.

Staccato

Um ponto sobre a nota indica que cada nota deve ser tocada destacada.

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O staccato é um ponto sobre a nota. Cada nota toca-se leve e destacada, como uma rã a saltar. Atenção para não confundir com o ponto de aumento, que fica à direita da cabeça da nota.

Acento

Uma marca sobre a nota indica que deve ser tocada com força.

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O acento «>» parece um bico de pássaro sobre a nota. Toca-se com força e em destaque, como no centro do palco.

Tenuto

Uma linha horizontal sobre a nota indica que deve ser mantida toda a sua duração.

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O tenuto é um traço horizontal curto sobre a nota. Sustenta-se a nota por completo, sem preguiça, mantendo a ligação com as seguintes. Significa «dizer a palavra inteira».

Marcato

Uma marca em forma de cunha sobre a nota indica mais ênfase que um acento.

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O marcato «^» parece um chapéu pontiagudo. É mais forte que um acento: toque a nota com potência e um ligeiro ressalto, como uma batida num tambor pequeno.

Trilo

Alternância rápida entre a nota principal e a superior.

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O trilo «tr» indica alternar depressa entre a nota escrita e a vizinha superior, como um pêndulo. Quanto mais rápida e regular for a alternância, melhor soa.

Trémulo

Repetição rápida da mesma nota.

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O trémulo escreve-se com pequenos traços oblíquos na haste: a mesma nota repete-se muito depressa e cria um efeito de cintilação. Soa como o vento entre as folhas, denso e veloz. Mais traços significam repetição mais rápida.

Acciaccatura

Nota de ornamento pequena antes da principal, com a haste cortada, tocada muito depressa.

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A acciaccatura é uma nota pequena antes da principal, com um traço oblíquo na haste. Toca-se leve e rápida, quase sem duração, com o peso na nota principal que se segue. É como bater à porta antes de entrar.

Mordente

Alternância rápida entre a nota principal e a inferior.

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O mordente parece um pequeno ziguezague: toca-se a nota principal, desce-se depressa à inferior e volta-se. Acontece num instante e ornamenta a melodia, como um pequeno rufo sobre a nota.

Grupeto

Ornamento que gira em torno da nota, como um pequeno laço.

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O grupeto parece um S deitado: toca-se a nota principal, roça-se a superior, depois a inferior e volta-se à principal, girando em torno dela. Ao contrário do mordente, que só desce, o grupeto sobe e desce.

Dinâmicas e andamento

9 sinais

Piano

Suave.

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p é a abreviatura de piano («suave» em italiano). Escreve-se sob a pauta como um sussurro: toque um pouco mais suave. As dinâmicas são letras minúsculas; mais p significa mais suave.

Mezzo-piano

Moderadamente suave.

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mp significa mezzo-piano (moderadamente suave). É um pouco mais forte que p: toque suave, mas com clareza suficiente para ser ouvido.

Mezzo-forte

Moderadamente forte.

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mf significa mezzo-forte (moderadamente forte). É um pouco mais suave que f, como uma voz falada normal, confortável e clara. Muitas peças ficam nesta dinâmica.

Fortissimo

Muito forte.

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ff significa fortissimo (muito forte). Os dois f juntos evocam o trovão. Toque com ousadia e potência, sem forçar a voz nem o instrumento.

Pianissimo

Muito suave.

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pp significa muito, muito suave. Imagine uma folha que pousa devagar: o som deve ser quase inaudível, mas ainda bonito e claro, nunca fraco.

Fortíssimo

Extremamente forte.

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fff significa extremamente forte. Use toda a energia para criar um som brilhante e potente, como fogos de artifício, mantendo a afinação perfeita.

Crescendo

Aumentar o volume aos poucos a partir daqui.

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O crescendo parece uma boca a abrir (estreita à esquerda). Comece a aumentar o volume devagar a partir da ponta, como um comboio que se aproxima ao longe. É uma mudança gradual, nunca repentina.

Diminuendo

Tornar-se mais suave aos poucos.

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O diminuendo parece uma boca a fechar (larga à esquerda). Diminua o volume lentamente até desaparecer, como um comboio que se afasta. É o contrário do crescendo.

rit.

Ritardando

Abrandar aos poucos a partir de rit. e fechar com firmeza.

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rit. é a abreviatura de ritardando (abrandamento gradual). Diminua o andamento pouco a pouco a partir desse ponto, como quem larga o acelerador, e sustente a última nota com firmeza antes de parar. Aparece com frequência no fim das peças.

Estrutura da partitura

8 sinais

Sinal de repetição

Repetir a secção entre as barras duplas com pontos.

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O sinal de repetição são duas linhas verticais com pontos. Toca-se outra vez a secção que elas encerram. Se houver apenas um sinal no início, volta-se ao começo. Lembra-te: vês o ponto, voltas.

Fermata

Sustentar a nota mais tempo, com o arco e o ponto por cima.

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A fermata parece um olho (um arco sobre um ponto). Podes sustentar esta nota o tempo que quiseres e os outros esperam sem contar tempos. Surge muitas vezes em frases musicais importantes.

Marca de respiração

Respirar na vírgula acima.

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A marca de respiração é uma pequena vírgula. Faz uma pausa breve para tomar ar antes de continuar. Funciona como a pontuação da fala e ajuda a dar forma à música.

Cessura

Barra dupla oblíqua: um corte repentino na música.

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A cessura parece dois relâmpagos pequenos. Significa que a música para por completo durante um tempo, como se fosse «cortada», e depois recomeça. É muito mais cortante do que uma marca de respiração.

1.2.

Primeira e segunda vez

Primeira e segunda vez: toca-se a primeira casa na primeira passagem e salta-se na segunda.

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As secções repetidas são como duas salas pequenas. Na primeira passagem entras na «sala 1» e voltas no sinal de repetição. Na segunda, saltas a «sala 1» e vais direto à «sala 2». Regra: uma sala por passagem, nunca duas vezes.

Dal Segno

«Desde o sinal»: voltar à marca Segno.

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D.S. (Dal Segno) significa recomeçar a partir do sinal Segno. Ao vê-lo, salta para o local da partitura marcado com Segno e continua a tocar. É mais prático do que «repetir desde o início», porque só regressa ao sinal indicado.

Coda

«Para a coda»: saltar para a secção final marcada com o sinal Coda.

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O sinal Coda parece um círculo com uma cruz dentro. Ao ler «To Coda», salta para o local marcado com Coda e vai diretamente à parte final. Em italiano, coda significa «cauda».

Oitava alta

As notas dentro da linha tracejada tocam-se uma oitava acima.

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8va com uma linha tracejada: todas as notas dentro do retângulo tocam-se uma oitava acima, soando de repente muito mais agudas. Ao sair do retângulo, volta-se à altura escrita.

Armaduras

2 sinais

Tonalidade de sol

Um sustenido = sol maior / mi menor.

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Um sustenido (fá♯) ao lado da clave indica sol maior. Todos os fá da peça sobem automaticamente meio tom, por isso não é preciso escrever fá♯ em cada nota. Dica: olha para a armadura para conhecer a família da peça.

Tonalidade de fá

Um bemol = fá maior / ré menor.

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Um bemol (si♭) ao lado da clave indica fá maior. Todos os si da peça descem automaticamente meio tom. A armadura é como o bilhete de identidade da peça: ao olhar para o início ficas a conhecer o seu carácter.

O que são símbolos de notação para violino?

Os símbolos de notação são as marcas de uma partitura: dizem que nota tocar, quanto tempo a manter, com que arcada e a que volume. A pauta e a clave de sol dão o mapa; as notas, pausas, alterações, dinâmicas e sinais de articulação acrescentam o detalhe.

Um iniciante não precisa dos 64 sinais de uma vez. Os oito primeiros abaixo cobrem boa parte de uma primeira peça; os restantes estão agrupados por função para consulta quando aparecerem.

Ler uma partitura de violino em 5 passos

  1. 01

    Localiza a pauta

    As cinco linhas e quatro espaços são o mapa: quanto mais acima, mais agudo.

  2. 02

    Vê a clave

    O violino usa a clave de sol, também chamada clave de G. Ela fixa qual linha é sol.

  3. 03

    Lê a armadura

    Os sustenidos ou bemóis depois da clave valem para toda a obra, não para uma só nota.

  4. 04

    Lê a fórmula de compasso

    Os dois números indicam quantos tempos tem cada compasso e que figura vale um tempo.

  5. 05

    Lê a altura e depois o ritmo

    A posição da cabeça dá a altura; a forma, a haste e os colchetes dão a duração.

Perguntas frequentes

Quais são os símbolos mais importantes no violino?

Começa pela pauta, pela clave de sol, pelo sustenido, pelo bemol, pelo bequadro, pela semínima, pela barra de compasso e pela fórmula de compasso. Estes oito cobrem boa parte de uma primeira peça.

O que significa um ponto depois da nota?

O ponto de aumento acrescenta metade do valor da nota. Uma mínima pontuada dura três tempos em 4/4; uma semínima pontuada, tempo e meio.

Qual é a diferença entre ligadura de expressão e de prolongação?

A de expressão liga alturas diferentes e toca-se numa só arcada. A de prolongação liga a mesma altura e soma as durações, mantendo a nota.

O que significa 0 na digitação do violino?

0 indica corda solta, sem pisar com nenhum dedo. Os números 1 a 4 são indicador, médio, anelar e mínimo.

É preciso ler a clave de fá no violino?

Não para o repertório padrão, escrito em clave de sol. A clave de fá aparece aqui porque surge em partituras de piano, livros de teoria e material de conjunto.

Em que diferem armadura e fórmula de compasso?

A armadura indica que notas são sustenidas ou bemóis em toda a obra. A fórmula de compasso indica como os tempos se agrupam.

Quanto tempo leva a aprender a ler música?

A maioria dos iniciantes reconhece a pauta, a clave e as figuras básicas em poucas semanas. A fluência vem da leitura regular de peças curtas, não de decorar a tabela toda.

Esta tabela serve para viola ou violoncelo?

Os sinais de ritmo, dinâmica e articulação são comuns. As claves e digitações mudam: a viola usa normalmente clave de dó e o violoncelo as claves de fá, dó na quarta e sol.

Referências

Music glyphs: Bravura, Steinberg Media Technologies, SIL Open Font License. License.